segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Natal

É a época do faz de conta, sim estou mesmo a dizer isto porque apesar de acreditar no verdadeiro sentido de Natal olho pela janela e não o encontro. Vejo pessoas a correr para o consumismo dos shopping's, é horrível quando entro no parque de estacionamento para ir comprar pão e está uma fila enorme de carros à minha frente, chego lá dentro e é impossível dar dois passos sem esbarrar em três pessoas já para não falar nas filas enormes na caixa, vê-se de tudo um pouco desde o habitual peru de natal, as batatas, os chocolates, as decorações bonitas, os brinquedos para as crianças tudo o que possa florear esta data festiva. E eu ali parada a observar todas as pessoas à espera da minha vez para pagar um saco de pão, mas de quem é a culpa minha claro, porque devia ter pensado nisso mais cedo e ter ido à padaria antes de ela fechar, adiante.

Vagueio pela rua atribulada de sensações, ouço o pai natal a falar com as crianças, seres inocentes que ainda acreditam que aquele velhinho de barbas lhe invade a casa de ano par ano e lhe deixa o presente que tanto estavam à espera, as luzes a piscar por todo o lado, as tradicionais músicas de natal que nos entram no ouvido e nos tornam nostálgicos, as pessoas a correr de um lado para o outro para que tudo esteja pronto e que seja perfeito e no meio disto tudo estou perplexa com milhares de pessoas que se aproximam e seguem em frente. Não sou completamente inocente, não sou santa e também gosto de receber prendas no Natal, mas devia ser assim tudo isto adveio de uma educação mas não era isto que eu queria sentir, o Natal devia ser uma época de paz, reflexão, partilha...por outras palavras devia ser rico em bens fundamentais e não materiais. Porque cada vez mais somos uma população absorvida pelo consumismo natalício, e os verdadeiros valores são postos de parte apenas estão presentes em decoração. Sim porque casa que se preze tem o presépio composto debaixo do pinheiro recheado de luzes, bolas, estrelas e bonequinhos e o resto? O resto fica esquecido.

Hoje acordei, e é dia de Natal as ruas estão desertas ouvem-se os sinos a tocar, as luzes piscam freneticamente e todos estão recolhidos em suas casas passeio pela rua e a azafama que ontem se fazia sentir havia desaparecido, sento-me num banco de jardim a tentar pintar este cenário até que alguém se aproxima com um sorriso sereno e me sorri. Ficamos ali parados sem dizer uma única palavra apenas com um sorriso rasgado, olho com atenção e parece-me que esta pessoa está só, apetece-me enche-la de perguntas mas não sai nada, até que ela toma a liberdade de expor os seus pensamentos. -Sabe menina, também já fui jovem passei a idade dos porquê, neste mesmo dia sentei-me neste banco e permaneci sozinho o resto do dia, da noite e de todos os dias até hoje. As pessoas passavam por mim e era como se não existisse, a transparência havia apoderado se de mim mas eu deixei-me estar, quando este dia passava tudo voltava ao seu estado normal as pessoas caminhavam apressadamente para o trabalho e a rotina era como sempre, igual a si mesma. Mas não sei porquê hoje tinha a esperança de encontrar alguém e poder partilhar com essa pessoa o presente que havia guardado à tantos anos e consegui.

Fico de certo modo curiosa, e incrédula porque que não me achava merecedora de tal dom, o primeiro pensamento foi recusar afinal eu era apenas mais uma pessoa que por acaso precisou de apanhar ar no dia de natal e se for sentar no primeiro banco de jardim que viu à sua frente. Sem dizer uma palavra o senhor interrompeu os meus pensamentos... - Eu sei que não é fácil acreditares num velho que se põe para aqui a falar, mas de certo modo és como eu não acreditas no Natal de hoje. Não espero uma resposta da tua parte apenas te peço que me olhes e me sorrias com esse mesmo olhar. Assim vou puder seguir o meu caminho e saberei que cumpri a minha tarefa.

Cada vez percebia menos do que estava a passar, mas afinal quem era aquele homem que dizia conhecer-me e que sabia porque é que eu estava ali, olhei-o como me havia pedido mas sabia lá eu sorrir com olhar, nunca tinha ouvido tal coisa, mas ele levantou-se devagar e seguiu o seu caminho. Foi o momento mais estranho que já tinha vivido, levantei-me se rumo a casa de paro-me com uma cortina aberta, crianças a correr de um lado para o outro, a mesa recheada de coisas boas, pessoas aparentemente felizes, luzes, música e eu fiquei ali parada a observar achei igual a todos os outros afinal era esse o Natal que me tinham ensinado a viver mas não me saía do pensamento aquele homem que me tinha abordado. Continuei o meu caminho e junto de uma casa encontro uma caixa enorme cheia de cobertores, qualquer coisa lá dentro a mexer-se tento aproximar-me mas tinha medo, nunca fui muito aventureira nessas coisas tenho muito respeito por certas coisas e esta é uma delas, estava lá uma senhora deitada parecia estar gelada, tentei falar com ela mas mostrou-se apreensiva eu queria ajudar mas não sabia como por isso continuei o meu caminho quando não é o meu espanto e vejo mais uma casa com a cortina aberta mas nesta o cenário era bem diferente a mesa estava cheia até aí nada de novo, mas não havia pessoas apenas um homem solitário em frente à lareira e a chorar, estaria sozinho não sei. Apenas me olhou de longe e desviou olhar como se me ignora-se. Segui em frente mais uma vez e chego finalmente a casa, estava tudo feliz não sei bem porquê, não costuma ser assim, mas nem liguei afinal é só mais um dia amanhã já está tudo normal. Estava tudo pronto era só esperar pela hora certa para fazer o que sempre fazemos todos os anos, comer e ver um filme ou ver um filme e comer vai tudo dar ao mesmo, eu sento-me em frente à televisão e aparentemente nada mudou, mas aquele homem não me sai da cabeça, começo a desfolhar um livro mas não me consigo concentrar, até que resolvo pegar num papel e numa caneta e escrever tudo o que me vinha à cabeça, quiçá se não fosse um puzzle e se eu juntasse as peças todas tudo fizesse sentido. Escrevi, escrevi e escrevi até que caio em mim, aquele homem era mais do que um simples homem, ele ensinou-me o que eu queria aprender. O Natal é só mais um dia nas nossas vidas que visa por ser especial porque a família está toda reunida mas a simplicidade de cada gesto é que pinta a sua verdadeira essência. Vivemos cada vez mais numa sociedade de sobrevivência e os bens essenciais são esquecidos, os afectos são ignorados, é tudo materializado e não é assim que deve ser. Aqueles que parecem felizes que sorriem são os mais vazios por dentro, aqueles que nada lhes falta na mesa, estão sós, os que nada têm agarram-se à simplicidade, e aqueles que tudo querem acabam por perder tudo sem se darem conta, afinal de contas o Natal é isso mesmo leva-nos a explorar novas filosofias, e eu descobri o que quero que seja o meu Natal. Este ano vou sair à rua e sorrir para todas as pessoas que me olharem, vou caminhar ligeira como se fosse a pessoa mais feliz do mundo, abraçar os meus amigos, e dizer o que sinto aos meus pais, vou deitar tudo cá para fora e vou fazer desse dia o dia mais livre de sempre.

Era bom que assim acontecesse, por mais que eu queira sei que é uma tarefa complicada, mesmo que não seja bem assim como disse, pelo menos vou ler isto em voz alta e quem me quiser ouvir, é porque compreende que o sentido do Natal deve ser renovado. E quem diz o Natal diz todos os dias da nossa vida.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Eu já escolhi o meu guerreiro...

Sucesso, reconhecimento, fama, glória. Muitos de nós lutamos por motivos assim.

Mas não se constrói um bom nome da noite para o dia. É preciso trabalhar muito. Ainda que haja tropeços e quedas, é preciso superar os obstáculos. É preciso ter motivação, perseverar, insistir... A vida é uma sucessão de batalhas.

Emprego, família, amigos: Todos nós temos um status atual e temos também expectativas com relação ao futuro.

No entanto, as reviravoltas do destino nos surpreendem. Nem sempre dá para se fazer só o que gostamos. Mas aquele que gosta do que faz e sente orgulho em fazer o melhor, a cada dia vai mais longe. (...)
A verdade é que os problemas e os reveses ocorrem com maior frequência do que gostaríamos. Os tempos mudam. Surgem desafios e novos objetivos. Os guerreiros olham nos olhos do futuro. Sem medo e sem arrogância, mas com a confiança de quem está pronto para o combate

Viver é também estar preparado para as situações difíceis. O modo como encaramos as dificuldades é que faz a diferença.

As vezes nos perguntamos: - Como enfrentar as mudanças radicais que se apresentam diante de nós? - Como atuar num novo cenário onde coisas que fazíamos tão bem precisam ser reaprendidas?
- Como lutar sem deixar para trás valores fundamentais ? E mais :
- Como saber a medida exata a ser tomada no momento certo ?

O incrível é que justamente diante de situações adversas
muitos redescobrem o que tem de melhor.

A ética, a amizade, a capacidade de criar novas estratégias, fundamentadas na experiência, o talento para promover alianças positivas, o espírito de liderança, a consciência da força que reside no verdadeiro trabalho em equipe. Tudo isso aflora quando as circunstancias exigem, quando se sabe que existe um objetivo maior a ser alcançado.

Claro que não é fácil abandonar hábitos, costumes... Não é fácil adaptar-se aos novos meios, ou usar recursos aos quais não estávamos familiarizados.

Mas todo guerreiro sabe que pessimismo e insegurança nessa hora só atrapalham; ainda que a ameaça venha de vários lados, com agilidade, força e determinação podemos alcançar o resultado.

A combinação de energia e inteligência, assim como o equilíbrio entre a razão e a emoção são fundamentais para o sucesso. É uma sensação extremamente agradável chegar ao fim de uma etapa com a consciência do dever cumprido. E obter a consagração, o respeito de todos, o reconhecimento dos colegas, a admiração das pessoas que amamos...

Ouvir o próprio nome com orgulho. Aquele orgulho de quem viu nos obstáculos a oportunidade de crescer. Orgulho de quem soube enfrentar as turbulências da vida e crescer.

Orgulho de ser um vencedor que não abriu mão dos seus valores fundamentais:

EXCELÊNCIA, ÉTICA, CRIATIVIDADE, COMPROMETIMENTO, RESPONSABILIDADE, RESPEITO.


PARABÉNS!


Há dias que merecem destaque e hoje é um deles, há dias que merecem ser lembrados porque alguém importante fez ou aconteceu, alguém nasceu ou até mesmo morreu, tal como a vida nos ensina a caminha também nos ensina a viver um dia de cada vez e cada diz com a sua marca. Hoje o dia é muito importante para uma mãe que deu à luz seu filho de olho claro, aposto que foi dos dias mais felizes desta mãe mas não é só para ela nem para todos os que vivem vinte e quatro, ou até mais horas com ele, também o é para mim.

Esta pessoa não só foi a melhor surpresa de sempre para mim como ainda o é, apesar das circunstâncias em que a vida nos colocou (ou será que fomos nós?), quando estamos de cabeça quente agimos de forma que mais tarde nos arrependemos isso é uma certeza. Posso não ter pensado da melhor forma, ter feito juízos de valor errados, mas eu estava convicta que estava certa e por vezes a convicção é traiçoeira. Tudo acontece com uma razão, mas desta vez ainda não consegui descobrir a moral da história. Uma coisa é certa, muitas palavras já foram ditas da boca para fora não só da parte do outro lado mas também minha, mas não estamos livres de errar.

A força de uma amizade ambígua e sincera há-de vencer, porque todas as barreiras que juntos ultrapassamos têm de vingar esta fase que estamos a viver, eu acredito em nós e na nossa amizade singular. Eu acredito em ti, ponho as minhas mão no fogo por ti e corria até ao fim do mundo para te arrancar um sorriso, eu sofro quando choras, eu rio quando estás feliz mas fico de coração partido quando me julgas, me desprezas, ignoras e não me ligas a dizer que precisas de mim. Eu não sou perfeita e sei que num passado longínquo já te desiludi e desiludo mas uma coisa podes ter a certeza não há ninguém que eu admire mais. Podia continuar em diante com palavras bonitas, mas o essencial está no coração e sei que tu sentes o que eu quero e tenho para te dizer. Conheces-me bem!!

PARABÉNS. Sei como este dia é importante para ti, e eu estou aí em espírito do teu lado a apoiar-te como sempre o fiz.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

e era o que eu dava o nome de amor (...)


Mas afinal o que é o amor?

''O amor é um sentimento multifocal. É, segundo a psicologia, uma confluência de paixão, intimidade e união. Está ligado a numerosas emoções e influencia os comportamentos. O amor, ele próprio, combina-se com sentimentos de fundo como a excitação, o bem-estar, o entusiasmo e a harmonia.''


Isto é apenas mais umas das definições postadas no google para as pessoas lerem e ficarem convencidas, mas será que as pessoas ficam? Algumas eu sei que sim, porque têm um pensamento bastante restrito e se está escrito no google é porque é verdade mas para minha felicidade e do bem desta nação milhares são as outras pessoas que não acreditam, ok podem achar que tem o seu quê de verdade mas o amor é muito mais do que simples frases feitas, definições, cheiros, gestos é muito mais do que qualquer coisa que possa ser ser palpável...

Amor. Alguma vez te perguntas-te o que é este sentimento? Claro que já, é impossível teres passado ao lado de tal sentimento valioso para a sobrevivência do ser humano. É evidente a sua relevância, quando sais à rua e vês um leque imenso de pessoas enamoradas, nas milhares de canções que o expressam, nos filmes com o um final 'e viveram felizes para sempre', nos poemas de escritores de outro tempo e até mesmo em pinturas. Existem diversas formas de te deparares com este sentimento. Algumas delas adoptadas por pessoas simples e com vida real porque acreditam que tudo pode acontecer como nos filmes, como nas canções ou até mesmo com aquela pintura que vista a olho nu não passa, de simples riscos coloridos ou não, depois existem também as pessoas que já o dizem ter vivido e que afinal não aconteceu como no conto de fadas e teve uma ruptura, a partir desse dia passa do melhor sentimento do mundo para o mais odiado e desprezado. Existe sempre o cliché que diz que o amor é lindo, o amor é eterno etc etc mas alguém me pode dizer em que é que se basearam para ditar tal afirmação? Provas. Provem-me que o amor é isto e eu dou o braço a torcer.

Olhei pela janela deparo-me que anda tudo com os olhos em forma de coração. Anda toda a gente apaixonada, melhor enamorada porque a paixão já passou de moda é um sentimento demasiado forte para hoje em dia ser dito em voz alta. A sociedade de hoje eleva os seu padrões e o que já foi o sentimento mais bonito e puro passa a ser visto como um sentimento secundário. Quantas são as pessoas que se dizem apaixonadas e no fim de contas faz tudo parte de um bluff sentimental, muitas posso eu afirmar basta-me pôr um pé fora de casa e deparo-me com esta disparidade de situações.
E acho bem? Eu não, mas para elas parece ser a coisa mais acertada do mundo, afinal o amor nem tem significado fixo cada um faz dele o que quer, já dizia a minha avó : -''No meu tempo nada disto era assim.''- hoje dou-lhe a total razão, porque eu já sei o que é o amor, na minha visão é uma certeza mas é muito mais do que uma simples palavra escrita com quatro letras, é o amor. Entristece-me ver este sentimento entregue a pessoas que não lhe dão o valor que ele merece, porque é demais para ser visto como material ou até mesmo inexistente, não gosto de passear e vê-lo ao abandono entregue a qualquer pessoa que diz estar dentro do seu significado. Puxa é demasiado importante para andar aí ao Deus dará, não critico as pessoas que não querem relacionamentos sérios, talvez seja essa a definição deles de amor, mas não o comparem aos verdadeiros amores como na nossa antiguidade. O amor é muito mais do que o amor hoje em dia escrito, vivido e até adulterado. O amor é por si só, não precisa de apêndices. Precisa sim é de ser compreendido.

Basta de significados mal amanhados, de palavras descritivas, de gestos mal pensados, de jardins pisados, flores murchas, pessoas magoadas, lágrimas no chão, o vento forte, a chuva zangada, basta de alimentar clichés que não disseram que tinham fome, não no seu sentido literal, mas o amor também se alimenta basta a cada um encontrar o antídoto certo. Mas por favor pensem antes de dizerem de boca cheia o que é o amor.

AMOR AMOR AMOR, blá blá blá.
O amor não se define, sente-se. o amor não se escreve, vive-se. E nenhuma palavra nem mesmo o AMO-TE é capaz de completar o significado deste tão... nem sei bem que palavra usar porque tem uma imensidão tão grande este sentimento. Por favor não desprezem este sentimento mais precioso que qualquer diamante em bruto, vivam-no na simplicidade, na verdade construam-no com a cara metade mas acima de tudo dêem-lhe a sua verdadeira essência.

O amor é expresso em gestos, por isso, amem sem definição.


Pode não parecer com o texto que em cima proferi, mas sim depois de algum tempo eu estou de novo apaixonada e por isso fico chocada com o que as pessoas dizem ser o amor. Eu vou definir o meu no dia a dia junto da pessoa que gosto, que me respeita e que está ao meu lado. Por isto e sem definição ainda imposta eu digo que estou apaixonada e não apenas e só enamorada :)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Queda livre...

...já tinha ouvido falar de queda livre, mas não sabia o quanto era indescritível. A minha história é bem diferente de todas as outras, não tem discurso elaborado é simples e sentida tal como as verdadeiras histórias devem ser, mas sem um final lamechas cheio de ficção. É uma história da vida real, e o seu tom de veracidade é tal que não tem fim anunciado.
A noite tinha passado, as horas de sono eram poucas e a excitação era demasiada não sabia bem para o que ia, afinal não tinha sonhado com nada daquilo era apenas mais um novo episódio na minha vida mas este era diferente, tinha de ser tomado com firmeza, certeza e muita dedicação. Agarrei-o com força e segui em frente, hoje digo valeu tanto a pena. Todas as noites sem dormir, os dias incertos, as horas pedidas, os anos que ficaram para trás, os sonhos que não se realizaram tudo valeu a pena e fez com que eu crescesse que físico como psicologicamente, porque hoje sou quem sou como muita luta e persistência, eu quero um dia olhar os meus pais nos olhos e ouvi-los dizer ''És um orgulho'', olhar o meu avô e ouvi-lo dizer ''Estava enganado, conseguis-te.'', olhar para todos aqueles que nunca acreditaram em mim e sorrir. Eu sei que vou conseguir, mesmo sabendo que posso fazer mais do que estou a fazer, que posso dar muito mais de mim, eu vou conseguir.

Porquê?

Porque isto não é apenas um sonho que quero provar aos meus pais é muito mais do que isso. Muito mesmo.

Porque foi graças a esta escolha que eu descobri que afinal à pessoas neste mundo capazes de me conhecer como eu sou. São poucas, mas chegam perfeitamente porque eu noto a empatia a 100%, sabem aquelas pessoas que olham para nós e nos dizem está mal, faz antes assim, olha devias mudar isto e aquilo ou está certo vou confiar em ti, aquelas pessoas que não têm medo se ficas chateada porque querem o teu bem, eu encontrei-as quando menos esperava e afinal estava mesmo a precisar disso. Hoje admito que não seria a mesma se não as conhecesse, porque sinto pureza nas atitudes, confiança nos actos, amizade no mais puro sentido. Há choques, ninguém é perfeito, à abraços com sentimento, há lágrimas de tristeza, lágrimas de alegria, ódio de rancor e de querermos o melhor para cada um, sensações, vícios, segredos, palavras, virtudes, gestos, caricias, estudo, ajuda, verdade, sinceridade, mentira, sorrisos, gargalhadas puras há de tudo um pouco. De tudo o que uma amizade precisa.
Posso dizer que nunca chamei a uma pessoa 'amigo', quando apenas a conheço à pouco mais de dois meses, hoje é diferente eu chamo amigo, amiga a pessoas que me amparam, me fazem rir e estão por perto quando preciso de desabafar, é notável que não é igual para todos pois cada um tem o seu feitio e é evidente que me identifico mais com outras pessoas, de tal forma que dou a certeza que nunca as abandonaria em que situação fosse, e quando digo nunca é nunca mesmo. Porque eu reconheço em cada um de vocês um sentimento puro. Em poucas palavras tenho a dizer, estas cinco pessoas capazes de encherem uma mão são grandes. Quero preservar-vos a meu lado por muito tempo, não digo para sempre porque o sempre é abstracto e nem sei mesmo se existe (nunca o vi, até o mais puro sentimento acaba um dia...o mais que não seja quando já cá não estivermos para contar a história), muito tempo é bom e limita mais a circunstância. Quero continuar este sentimento e fortalecê-lo ainda mais, quero viver experiências únicas, quero ter histórias para contar aos meus netos em frente à lareira e chorar de saudade, melhor aos nossos netos, quero aproveitar ao máximo cada dia que passo na vossa companhia, porque a vida não tem data e o hoje já passou o amanhã pode ser melhor ou pior depende de cada um. Por isso quero que cada dia seja importante, mais tarde quero poder escrever ''Eu tinha razão.''. Quero que tudo continue como está, porque sinto que à amizade no mais puro sentido da sua essência, nunca dei por mim a ser verdadeira. E não me imagino a ver-vos longe por motivo algum, mesmo sabendo que esse dia está próximo e que me vai custar imenso porque eu apeguei-me mesmo a vocês, e sei que se esse dia chegar vou chorar, hoje quero que esse dia demore a chegar mas eu sei que é para o bem dessa pessoa, mas também vou ser egoísta ao ponto de te pedir para ficar. O dia de amanhã vai chegar, e nesse dia eu vou ter as palavras certas.

Amigos são poucos, mas eu tenho-os e valem muito.

VERDADE.

FAMILY!


Gosto da minha queda livre porque é aconchegada.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

hoje, será o amanhã de muito e ontem de outros...



Gosto de sinceridade. Gosto de frontalidade. Gosto de simplicidade. Gosto que gostem de mim.

Deparo-me com injustiças, pessoas que falam mal nas costas e fazem breves sorrisos num frente a frente, que se agarram e prometem amizade eterna quando o que sentem é desilusão. Dou por mim a ser assim por breves instantes, a olhar-me ao espelho e desconhecer-me porque não é isso que quero ser. Acredito que posso ajudar a mudar o mundo, mas sei que o simples acreditar não se pode tornar possível. Hoje escrevo para uma pessoa com um feitio especial, que apareceu na minha(nossas) vida tal como eu apareci na sua, sem contar, inesperadamente, de surpresa, sem aviso prévio. Foi fácil conhecer esta pessoa, cheia de sonhos e com uma vida muito longa pela frente, com um passado diferente de todos nós mas aparentemente feliz era esta a imagem que eu pintava na minha consciência e era assim que eu pensava que iria ser daí em diante. Mas o tempo revela-nos e tal como eu sei que desiludo as pessoas com um feitio vincado e muito próprio esta pessoa também me levou à exaustão, ao limite da paciência que alguma vez imaginei ter. Mas estava errado virar-lhe as costas sem um abanão, sem um abrir de olhos sem um abraço de verdadeira amizade, porque é isso que eu sinto que lhe falta, alguém que lhe possa mostrar que o mundo não é cor de rosa e que os obstáculos que a vida nos traça são meras tarefas que temos de concretizar da melhor maneira sem pisar por cima de ninguém, mas acima de tudo sermos sempre nós próprios. É isto que eu quero que esta pessoa especial, de feitio, de capacidade, de amizade possa sonhar e concretizar para ela. Quero vê-la a ser genuína, a agarrar com verdade e a fazer as escolhas certas. Sim, hoje discuti contigo, amanhã vou discutir contigo e hei-de sempre fazê-lo até estares disposta a mudar um pouco de ti e a seres quem sempre devias ter sido, acredita que se estiveres disposta a ouvi-nos, e a mudar sem tempo delimitado, com paciência, audácia acredita que nós vamos sempre estar do teu lado para te apoiar, para te dar a mão, para agarrar os teus medos em conjunto e tornar-te numa pessoa melhor, não quero com isto dizer-te que não gostamos de ti como estás e que a mudança tem de ser a 100%, quero com isto tornar-te numa amiga minha, nossa e orgulhar-me de te conhecer. Quero-te genuína. Agora está nas tuas mãos decidir se queres mudar, ou continuar assim...

...o verdadeiro amigo é aquele que te diz não quando esperas ouvir um sim.

Se não quiseres mudar, eu sou a primeira a descer do barco e desistir da viagem. Se quiseres aprender e ensinar-nos sou a primeira a dar-te a mão e a apoiar-te em todos os teus medos. Prometo que se conseguires dar esse passo, eu nunca (mesmo que acredite, nunca digas nunca, eu quero acreditar neste) te vou deixar ficar mal.

Está nas tuas mãos...'amiga'

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

não sei explicar por palavras o que estou a sentir...


Cada dia que passa é uma nova recordação, o hoje o amanhã são apenas dias que guardamos sem querer esquecer de nada. Aprendo a cada minuto, cada segundo é uma aprendizagem permanente, hoje revejo-me em quem sempre quis ser ou será que não?

A saudade voltou de novo, uma nova recaída. Quem um dia me disse que o tempo cura tudo, até a dor mais profunda, enganou-me bem porque a cada dia que passa o sentimento de dor é o mesmo, a culpa é igual apesar de já estar mais conformada a dor existe do mesmo tamanho desde o dia em que te vi partir. A tua viagem não teve regresso, nem me pedis-te que fosse contigo, foste e pronto. Não devia ter sido assim, tu consultavas-me, pedias ajuda para escolher as melhores roupas e acima de tudo se ias para um sitio melhor convidavas-me para ir contigo. Mas não foi assim, foi tudo tão de repente que me deste tempo de escolher, e agora? E agora? A quem é que eu conto as minhas inseguranças? O meu medo? A quem? Tu já não estás aqui. Sei que não me abandonas-te, que todos os dias caminhas comigo para me fazer entender cada pedacinho de vida, tu iluminas o meu sorriso e ajudas-me a ser quem sou, eu sei disso tudo mas eu queria-te aqui do meu lado para vivermos tudo conforme tinhamos planeado.

Ó tempo volta para trás...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

20 anos


Porque à dois anos mandaste-me uma mensagem a dizer ''parabéns miúda, curte por ti e por mim ADORO-TE'', este ano vieste suspirar-me ao ouvido enquanto olhava para o teu retrato e te iluminava. Foi um dia quase perfeito, e a fasquia estava muito alta mas como sempre faltavas tu e ela. Vai sempre ser assim, passe um dois ou cinquenta anos. Se eu pudesse voltar atrás...amo-te(vos).

Amigos, família e outrem não vou agradecer para o ano quero, se não for igual melhor :D <3>

domingo, 29 de agosto de 2010

Old Jerusalem - Her Scarf

Suddenly a void fills the air in the realm of your words
Perception is tricky but we're on tricky floors now

Old Jerusalem - Seventh Day, Dawn

Intra rail 2010


Por este portugal fora os mochilas às costas partiram em busca de uma nova aventura.
Tudo começa quando um grupo de amigos com o stress dos exames decidem ter umas férias em grande, depois de uma grande pesquisa surge a hipótese de se proporem à aventura por este portugal fora e com as vantagens que a CP e o cartão jovem lhes proporcionaram 13 'amigos' programam uma viagem até ao mais pequeno pormenor. Desde dormidas a utensílios de cozinha, tudo foi planeado para que nada desse errado para que fossem os melhores 10 dias da vida de cada um e de todos. Elementos que já se conheciam de outras aventuras e outros que nem por isso, puseram pés ao caminho e com a mochila mais pesada que haviam carregado às costas partem à descoberta das maravilhas que Portugal lhes reservava e às 6h45 da manhã entravam no primeiro comboio na estação de Campanhã. As primeiras dores de costa já se faziam sentir, mas era o primeiro dia e estava tudo com aquele sorriso na cara de quem ia de férias, mas quando as dificuldades iam surgindo era mais difícil conciliar a boa disposição e os ânimos acabavam por se exaltar. Chegados ao primeiro destino depois de aproximadamente 8horas de viagem, as coisas não corriam à feição e começam a surgir os primeiros problemas nas pousadas de juventude. Ninguém disse que ia ser fácil, e eu falo com experiência eu sabia que era capaz de pôr uma mochila às costas e seguir em frente, com dores nos pés nas pernas eu queria era chegar à meta mas não sabia o que do que os meus companheiros eram capazes, e digo desde já que fui surpreendia pois cada um se portou dignamente sem nunca deixar nenhum para trás o que apesar de tudo era de louvar. O lema não foi dito em voz alta mas eu observava em silêncio e pairava o mais conhecido lema ''um por todos e todos por um''. O grupo mochilas às costa assim eu lhe chamei, porque reparei que a nossa atitude mudava quando estávamos em esforço constante, daí um dia ter referido que quando estávamos de mochilas éramos um grupo fora isso agíamos individualmente, eu não o disse à toa disse o que realmente senti nos 8 dias que vos acompanhei. Alguns dos destinos foram cumpridos como foi o casa de Areia Branca- Peniche, Lisboa, Oeiras e Portimão, depois de alguma experiência resolvemos excluir alguns destinos de modo a preservar a nossa sanidade mental. E foi das poucas vezes que todos estivemos em sintonia e mesmo assim nem sempre foi fácil.
É de salientar nesta viagem das muitas horas passadas em viagem, de todas as trocas de comboio, da comida de plástico, das gargalhadas que dávamos juntos, das saídas no mínimo diferentes do que estávamos à espera, da praia, do sol, das noites frias, das noites de muito calor, das conversas de quarto, dos disparates que saíam boca fora, das decisões precipitadas, das palavras erradas ditas no calor do momento, das brincadeiras de quarto, do jogo do lobo, do tempo que esperávamos antes de ir jantar (devo dizer que chegavam a ser eternidades), do gira discos, do jantar no restaurante chique, dos laços que se criaram, das atitudes menos próprias, dos jogos de volley em plena carruagem, de uma viagem de 4h sem ar condicionado, e entre outras coisas que tornaram a nossa viagem cheia de emoções.
Devo dizer que foi uma experiência que não me levou a pensar repetir, não com o mesmo espírito pelo menos. Não quero com isto dizer que não voltava a repetir porque voltava e fazia exactamente o mesmo, seria a mesma pessoa que fui, não mudava nada porque fui eu.
Sei que para alguns a viagem não correu como estava à espera e que eu fui uma delas mas como já referi não mudava nada, sempre mantendo-me fiel a mim mesma, é certo que houve dias que me senti desamparada e com uma vontade imensa de regressar a casa, é certo que chorava quando estava sozinha e sem ninguém ver porque era uma carga muito grande, porque o cansaço era árduo e nem sempre as pessoas ajudavam. Mas as coisas são mesmo assim e apesar de tudo acredito que foi umas das melhores experiências pelas quais já passei e que os meus amigos podem contar comigo para uma coisa deste género, não tão próximo mas quem sabe se daqui a uns anos não nos encontramos de novo e partimos em busca de mais uma aventura, afinal a experiência já temos.
Sei que não tive oportunidade de me despedir como devia ser de cada um e que abandonei o grupo sem dizer nada, que muitos ficaram chateados comigo da forma como abandonei a viajem e me vim embora, mas os meus amigos já me conhecem à tempo suficiente para saber que se o fiz é porque não me estava a sentir bem e que não foi uma decisão que tomei apenas naquela noite, era já um acumular de sapos engolidos e eu não sou assim e quem me conhece sabe. Eu sou fiel aos meus princípios e nunca gostei que gozassem comigo, sentia-me insultada todos os dias e engolia em seco até que rebentei e só eu sei o que me custou que tivesse sido dias antes da viagem terminar, porque eu já planeava que fosse só em ultima instância, no ultimo dia, na hora da despedida fazê-la como deve ser mas não aguentei. Devo um pedido de desculpas aqueles que não tive a palavra certa no momento certo, mas as coisas são mesmo assim e também sei que esta não é melhor forma de o fazer porque muitos nem se vão dar ao trabalho de vir aqui ler o que escrevo mas fica o descargo de consciência, e cada um sabe que estão à vontade para falar comigo.
Voltando à viagem, meus amigos devo dizer-vos que foi das experiências que mais gostei mas pela qual não mostro grande entusiasmo porque secalhar estava à espera de outra coisa, e não foi isso que obtive mas garanto-vos que o voltava a fazer.

Grupo mochilas às costas. Amizade, foi a palavra chave desses dias. Conheci cada pessoa melhor e pude fazer os meus juízos, saí desiludida mas também muito surpreendida. Com isto tudo continua a mesma pessoa para quem já teve dúvidas apenas com uma nova aventura para contar aos seus netos. E que aventura pessoal.

domingo, 22 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

estrelas no céu...


''Hoje o céu ganhou mais uma estrela meu amor.'', foi esta a forma que achei certa para explicar a uma criança que se vê mergulhada numa perda tão próxima. Ela respondeu-me como se não acreditasse nisso. Então eu continuei, ''é a lei da vida'', mas ela não se mostrou convencida e ainda disse que não gostava nada de leis. Eu compreendi. E tentei de novo explicar quando ela me questiona sobre a fase em que as pessoas são enterradas e como é que eu conseguia ver as pessoas mortas, e aí eu expliquei de uma forma mais enfatizada que sempre foi a que eu quis acreditar, sabes eu olho para as pessoas ali deitadas e imagino-as a dormir um sono profundo. Ela mostrou-se convencida e mudou de assunto, e disse que sabia que podia contar comigo e que eu não lhe ia faltar, pelo menos ela nem queria imaginar isso.


Não sinto que seja a pessoa certa para explicar estas coisas, mas tentei. Eu sei que ele está melhor do que nós e que quando ouvi a 'novidade' não a consegui dizer em vós alta, as lágrimas inundaram os meus olhos e comecei a respirar compulsivamente até me conseguir mentalizar e manter calma. Quando caí em mim, recordei as palavras que tinha ouvido e nunca mais esquecera, ''Eles se tivessem oportunidade de voltar, não o faziam, estão melhor do que nós.'', aí acalmei lavei o rosto com água fria e encarei as coisas com o rosto fechado e um sorriso mal desenhado.


Só não consigo perceber, porque é que são uns a seguir aos outros? Preciso de tempo para respirar.


Paz à sua alma. E eu acredito mesmo que estás bem, a olhar por mim e que hoje o céu ganhou mais uma estrela.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TAIZÉ

Não podia ir embora sem deixar a nota, que fico um pouco reticente por ter optado adiar esta viagem por mais um ano, quem sabe se daqui a dez dias quando ouvir as vossas histórias uma por uma não vou ficar invejosa, acredito mesmo nisso, mas paciência para o ano Taizé vai estar pronto para me receber.
BOA VIAGEM AMIGOS, divirtam-se e tentem encontrar-se :)
TAIZÉ 2010 de 6 a 16 de Agosto.





intra-rail

Rumo em busca de novos destinos, à procura deste nosso pequeno e modesto país que tem em si recantos de encantos. Aí vamos nós, 13 amigos em busca de diversão, sol, praia e muito boa disposição. Daqui a umas horinhas estamos nós de mochilas ás costas por aí.
BOA VIAGEM.

domingo, 1 de agosto de 2010

LOVE...

I LOVE SHOES.

I LOVE SING. I LOVE FASHION.I LOVE SEWING MACHINES.I LOVE DRESSES. I LOVE PAINTS. I LOVE MY BED.I LOVE THE COLOR RED. I LOVE ORCHIDS. I LOVE MUSIC. I LOVE CHOCOLAT MILK. I LOVE MY HAIR. I LOVE SWIM. I LOVE MY FAMILY AND I LOVE LOVE. (...)

I LOVE, I LOVE, I LOVE, I LOVE BUT I DON'T LIKE YOU.

sleep.

KILL ME TONIGHT.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio



''Se há coisa que eu costumo dizer é: -Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros, apreciem cada momento,agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer.''
Um até sempre e esta figura que se tornou num dos imortais da nossa nação, mais do que um actor um grande homem que não sabia o que era desistir. -''Tenho conseguido minimamente realizar os meus sonhos.'' - ''Tentar aproveitar bem o tempo que estamos por cá.''
Paz à sua alma.
António Feio 1954-2010


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Intra-rail



De baixo para cima:
7º, 8º e 9º dias: Portimão
6º dia: Tavira
5º dia: Oeiras
40 dia: Lisboa (capital)
3º dia: Abrantes
1º e 2º dias: Peniche- Areia Branca





aquilo que nunca ninguém repara...



As vezes eu gosto só de respirar
Sentir o ar fresco entrar e sair de dentro de mim
Há um poder neste ritual
O ar entra DENTRO de ti
Quanto mais profundo e devagar se inspira, mais a vida se apodera de quem respira como se fosse uma oração.
Eu sinto-me grata nesses momentos

Grata pelo simples facto de estar ali, naquele momento, reconhecendo num ''gesto'' tão simples uma beleza indescritível...

!Respira!




Dalto Roberto Medeiros


Cruze os dedos, feche os olhos e venha comigo, quem sabe o amor dirá que sim, que sempre esperava por nós aqui. (Dalto Roberto Medeiros)





Quem sabe se ainda é cedo para desistir. Quem sabe se ainda não apareceu apenas porque não. Quem sabe se apareceu e eu é que nãos quis ver, ou nem vi sem querer. Ás vez é assim o que é tão claro para os olhos é completamente alheio ao coração. Eu sei que já pude amar-te e recusei, que já quis que me amasses e não foi possível, mas a vida é mesmo assim nem sempre temos o que queremos, nem aquilo que nos quer nos pode ter. Já vi atitudes repentinas ditar um futuro diferente, já vi atitudes irreflectidas acabarem em nada, é precisamente nesses momentos que paro para pensar ''e se tivesse dito assim e não assim, se tivesse feito isto e não aquilo'', mas já é tarde de mais para remediar. O que está feito, está feito e vou viver com isso quer me faça feliz ou triste é assim que tem de ser, é assim que vai ser. Porra até parece, eu consigo qualquer coisa, basta querer. Ás vezes não é bem assim e eu que o diga, mas nunca me vi desistir à primeira tentativa, por isso luto por cada pedacinho de amor. Quando falo em amor é amor mesmo não é o sentimento que vejo marginalizado todos os dias e que dá para ver a olho nu. Por isso se ainda não desisti, é porque acredito. E se acredito ainda vou ter a sorte de encontrar-TE. Sejas tu quem fores,hei-de saber reconhecer-te desde o primeiro instante, e se não for do primeiro ha-se der do segundo terceiro e por aí fora. Ele já apareceu este sentimento que tanto preso eu é que ainda não o soube ver. Esqueci-me dos meus óculos na mesinha de cabeceira, ajudas-me a ir busca.los?

a limpeza da alma?


Hoje vou abrir o guarda roupa da alma e fazer uma fascina. Deitar fora o que já não uso ou porque não serve ou até passou de moda e arranjar mais espaço para coisas novas. Vou limpar tudo direitinho porque sou propicia a alergias, e o pó irrita-me não só a pele como a própria alma que hoje está no papel principal. A limpeza da alma? Onde é que eu já ouvi falar disto? Vou deixar os laços que me fazia guardar apenas por guardar e deixar ficar apenas as melhores lembranças e algumas não tão boas mas que serviram de lição e me abriram caminhos para ser melhor. Vou abrir as gavetas e doar coisas antigas que já não servem nem no meu corpo nem na minha cabeça, vou doar para a vida e ela que faça bom proveito. Não dou o que já está estragado, dou aquilo que já não me liga à terra e me faz infeliz, e quem sabe se a minha infelicidade não é a própria felicidade da vida. Não digo que sim nem que não, ela vai saber aproveitar tudo aquilo que lhe dou, e olha que não é tão pouco quando isso, mas também não é tudo, senão ficava vazia e não sinto que esteja preparada a renovar a alma desde o zero. Encontrei um pequeno baú que escondia desde os dias de criança, quem sabe se não revelo alguns dos segredos que outrora eram tabus? Hoje já cresci já não tem mal abri-lo para vocês, alguns segredos porque outros vou trocar a fechadura do baú e subitamente esconder a chave (até eu própria me esquecer, e lembrar só quando tem de ser, pum pum pum pum.). Nesta arrumação toda encontrei um pedacinho de um pó que nunca soube o nome, o pó que se acumula quando não se passa o pano. Esta mudança ainda não foi radical, diz-se que a coragem nem sempre é o meu forte, por isso, algumas das coisas vão permanece exactamente no mesmo sitio, nem sequer ouso tira-las do lugar, afinal foi à custa de tempo que as guardei por isso posso dizer que são minhas.
A alma está limpa, pelo menos durante um dias, meses ou até anos, não sei quando volto a entrar em fascina. Depende de como ela se comportar. Sim eu não quis dizer desde o inicio, mas este filme não te um fim previsto, e a personagem principal ainda tem muito texto para interiorizar.

day fuera 術語

alma... ...fuera de plazo. ...aus der zeit. ժամանակից դուրս
من الوق ...out of time.
след изтичане на срока 沒有時間了 for sent
hors du temps te laat fuori del tempo 時間がなくなって din timp несвоєчасно
nje ya wakati FORA DE PRAZO.

24horas.

domingo, 25 de julho de 2010

Dilema: Tudo ou nada.

O apelo de seguir Cristo deixa-nos perante um dilema: escolher tudo ou nada. Não há meio termo. Apesar de surpreendidos por uma bruma de hesitações, desejaríamos escutá-lo quando Ele nos diz: «Vem após mim. Vou conduzir-te às fontes da água que jorram sem parar, as fontes do Evangelho.»
Deus de amor, por vezes sentimo-nos desconcertados pela violência ou por situações demasiado duras. Mas, mesmo no meio de grandes dificuldades, o teu Espírito Santo faz germinar a bondade de coração, o perdão e a paz.

E gostaríamos de escutar a tua voz quando, humildemente, nos dizes:

«Preciso de ti, daquilo que tu és, para que o meu amor possa irradiar no mundo.»





sexta-feira, 23 de julho de 2010

CHANGE.

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''Eu não quero que lhes falte nada.''- disse ela. Eu apenas sorri, mas hoje sei o que é que ela queria dizer com isso. Quando em sonhos a vi partir ela acrescentou: ''Estarei sempre ai a teu lado, quando não vires as minha pegadas na areia, não duvides eu peguei-te ao colo.''. Em dias não senti a sua presença e não compreendia de todo porque me tinha abandonado quando mais precisa dela, quando ainda era uma frágil criança de apenas doze anos. Hoje dou por mim a sonhar o dia em que entras-te na luz e olhas-te para trás para te despedir, uma brisa forte me acariciou o rosto eras tu a dizer que me amavas, um cheiro a rosas fresco pairava no ar eras tu que querias que o usa-se como instinto, a chuva caía lentamente para me acariciar a mão que tinha estendido para a sentir eras tu, o sol brilhava em simultâneo eras tu, ouvia sons vindos de longe como passarinhos a cantar, eras tu. Eras e sempre serás tu que me ilumina nas noites em que me sinto só, nos obstáculos do caminho fechado lá ao longe, na vida que me mostra cada vez mais desilusão. És Tu que estás aqui a fazer os meus dias valer a pena e é a ti que eu quero continuar a ver nos meus sonhos e sentir-te quando estou acordada. Tu.
Quando acordei ela não estava lá, mas deixou escrito um bilhete a dizer que me amava. Guardei-o na caixinha com batimento constante que acelerou no mesmo instante, cerrei os olhos e voltei a adormecer desta vez o sonho não voltou. Amanhã antes de dormir tenho de abrir a doce caixa para ter sonhos cor de rosa.

Shiiiiiiu, ela está a dormir como um anjinho, em pezinhos de lã para não a acordar.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Felizes os que amam o Senhor!! Salmo 118 (119) - 07.10

Felizes os que amam o Senhor,
Felizes os que andam seus caminhos,
Felizes são os pés daqueles
Que vivem e anunciam a verdade.


1. Felizes aqueles cuja vida é pura
E caminham na vontade do Senhor;
Felizes os que observam Seus preceitos
E O procuram de todo o coração

2. Promulgaste, Senhor, os Vossos mandamentos,
Para serem observados fielmente,
Oxalá se firmem os meus passos
Na observância da Vossa lei.

3. Mostrai-me, Senhor, o Vosso caminho
Para que eu o siga na fidelidade,
Ajudai-me a obedecer à Vossa lei,
E a guardá-la de todo o coração.

Fátima - parte 2

(parte 2)

Lembro-me de adormecer a chorar, não creio que fossem as saudades do beijo da mãe de boa noite mas de saber como tinha os pés, com receio de não conseguir chegar até ao fim depois de ter ultrapassado as duas etapas que diziam ser as mais difíceis.Adormeci. Quando ainda os pássaros se escondiam na madrugada fria toca os despertador, eram horas de acordar, estava na esperança de acordar como na noite anterior, cheia de força de vontade de querer andar, mas a dores foram mais forte, lembro-me de acordar e sentir que não tinha dormido nada, o meu corpo doía e tinha vontade de chorar, pela primeira vez. Disse para a Sofia - ''Sofia as dores são tantas que nem consigo evitar o choro'' e ela diz - ''Não te preocupes, eu ontem também chorei não é vergonha nenhuma, chora para aí rapariga.''. Não consegui evitar, arrumei as minhas coisas sempre a lacrimejar, chegada a hora de descer ainda a chorar pedi à Magda que me refizesse o curativo e tentava evitar chorar, mas não consegui, passei despercebida para alguns mas outros que já o fazem à tantos anos não me pediram para parar, nunca me vou esquecer de duas pessoas que vieram ter comigo e me deram força, o Bruno que se virou para mim -''Sabes tu estás a fazer aquilo que eu gostava de ter coragem para fazer muitas vezes, chorar faz bem, chora para aí.'' e a Dona Leonor que disse - ''Chora, um peregrino que é peregrino chora. Chorar faz bem.'' O durante algum tempo caminhou comigo mesmo com o meu silêncio, ela não exigiu uma palavra, deixou-me chorar até me passar. O Zé preocupado com o que passava era evidente mas apenas me perguntou se estava bem, de resto continuou o caminho a meu lado, disse o que eu precisava ouvir. Depois de um aquecimento lá consegui dar corda ás sapatilhas e no dia em que pensei que me ia custar mais consegui superar a dor e andar como acho que nunca antes tinha andado, sozinha com o meu ipod lá ia eu em passo ligeiro, não queria parar por me estar a sentir tão bem a andar. Agradecia a Deus e a Nossa Senhora a força que me tinham dado, eu meditei em pensamentos enquanto nessa noite rezávamos o terço e pedi-lhe força para continuar o caminho, eu não queria desistir. E não foi preciso pedir muito ela atendeu o meu pedido e deixou-me fazer o percurso ligeiro pelo menos até à hora do segundo pequeno almoço, depois disso os músculos já ressentiam mais um bocadinho. Paragem para almoço e recebo uma surpresa, os meus pais, não estava de todo à espera foi bom depois de uma manhã como aquelas receber um abraço apertado deles. Preparativos antes de voltar ao caminho, massagens, cremes, curativos tudo a que tínhamos direito e retomamos a nossa tarefa, que desse dia era chegar a Pombal.
Aquelas rectas assustavam-me, eram intermináveis. CREDO! Do meu lado só ouvia o João dizer -''Não tens vergonha? Anda mais depressa, anda.'' (respirei fundo contei até dez na esperança que se cansasse do meu lento andar e avançasse mas não, ora me empurrava, ora me puxava, ora me dava o braço e me fazia andar mais depressa.) Hoje admito que secalhar era lento de mais, até o Sr. Fernando gozava comigo o que não era difícil, até ele me empurrava com a sua bengala. Por outro lado também era induzida em erro, ''oh é já ali, está a ver aquela recta? pronto mais uma igual e uma curva e já estamos lá.'' mas não era nada disso, era bem mais!! Mas tinha de ser e estava convicta, se tinha chegado até ali havia de conseguir chegar ao fim. Chegados a pombal estava na hora de me despedir dos meus pais e dizer até amanhã, só queria um banho de banheira e descanso para a última etapa. Mal entramos no quarto o nosso espanto foi tal, aquele 'luxo' todo apenas por umas horas NAAAO! Seguimos para o andar de cima e as condições eram outras, o quarto dos rapazes não tinha sido renovado, hehehe, o Zé lá pôs mãos à obra e depois de jantar era obra mesmo, com muito jeitinho lá me conseguiu tirar o liquido todo que tinha nas quê, 500 bolhas? isso não sei precisar mas eram muitas, conseguiu encher uma seringa média para o João regar as plantas. Pés ligados e já ia eu para o andar de baixo a desfilar, nem parecia a mesma, deitei-me mais descansada e adormeci de imediato. Reconheço que a persistência de todas pessoas que me acompanharam nesse dia tinha sido para eu conseguir. Terceira etapa concluída.
Ao acordar no ultimo dia, o verdadeiro dia, sentia que tinha dormido o meu sono de princesa, e os meus pés estavam muito melhores comparados com os da noite anterior, nessa noite não acordei a chorar mas a pensar no pequeno almoço que se seguia. Há hora marcada lá estavamos todos prontos para entrar na recta final, uns bebiam licor beirão tal era o seu entusiasmo outros ficavam a olhar. E lá comecei eu a andar bem posso dizer, mas foi só a primeira meia hora, os meus pés começaram a inchar de tal maneira que o meu passo ficava cada vez mais lento e eu sem tomar consciência. O zé foi falar com a Dona Leonor para ela fazer de minha terapeuta e me ajudar, lá ia conseguindo até que numa paragem o meu amigo que hoje não sei o nome. peço desculpa mas para mi vai ser sempre João, deu duas de letra comigo e fomos partilhando histórias, nessa manhã fiquei a conhecer melhor aquelas pessoas fantásticas que nos foram acompanhando durante estes dias de sacrifício, partilhei segredos, confições e senti-me mais leve mas sem conseguir andar mais depressa, até que alguém lhe ocorreu que talvez fosse das sapatilhas que se tornavam pequenas para os meus pés inchados. O João ( o verdadeiro) prontificou-se logo a emprestar-me uma sapatilhas dois ou três números acima, e não é que era disso que eu estava mesmo a precisar? Foi o meu remédio para conseguir chegar ao fim do percurso, depois de nessa manhã ter andado de braço dado, aliás de dois braços dados, de receber uma rosa com muita amizade, de ter chorado e do João ter gozado imenso comigo, de ter ficado com tanta raiva dele e lhe ter recusado os morangos que foi apanhar para mim e para a Sofia, depois de tudo isso eu conseguia andar normalmente e como antes nunca tinha tinha andado. A hora da chegada estava próxima, e eu não cabia em mim de tanta felicidade, ia conseguir, faltava pouco já conseguia ver o santuário ao longe. Todos juntos rezamos o terço enquanto percorríamos os últimos 5 km de peregrinação, nem tanto acho. Cada vez me sentia melhor e pensava que Deus me ajudou a conseguir, Nossa Senhora não me deixou desistir os amigos que criei e outros que já tinha e que vi que eram verdadeiros amigos que me acompanharam, me fizeram rir, me deram força, que acreditaram em mim era com eles que fazia sentido entrar naquele santuário. À entrada tinha o meu pai a olhar-me emocionado, gostava de poder ler-lhe os pensamentos nesse momento, a minha mãe permanecia em silêncio e eu entoava um cântico de nossa senhora, coloco o primeiro pé no santuário e tudo o que era dor havia desaparecido, sentia-me leve como um pássaro. Quando lá cheguei nem pensei o quanto tinha custado, era como se tivesse começado naquele momento, olhei o rosto de nossa senhora singelo e dócil, agradeci-lhe e pedi-lhe por quem amo. Abracei a minha mãe e o meu pai, olhei o Zé a Sofia e o João e disse: - ''Conseguimos.'', o meu pai acrescentou, ''Obrigado filha és a minha heroína, nunca pensei, obrigado por esta alegria.''. Não agradeças a mim, mas a todas as pessoas que que tornaram isto possível, todas elas acreditaram em mim e me ajudaram com uma palavra amiga quando mais precisei, um raspanete quando precisava de o ouvir, um abraço quando me sentia em baixo, que tratou de mim quer físico como psicologicamente a eles podes chamar heróis, a mim chama-me filha e vamos embora que tenho saudades da minha cama. Adeus nossa senhora, para o ano por esta hora espero que me encontres por cá.

Um obrigado seria pouco, ao Sr José que nos acompanhou passo e passo sempre no auxilio de mantimentos, a D. Olga, a Magda, o sr. ''João'', D. Leonor e a irmã, Bruno, Sofia, Irene, Jota P., Sr Fernando e a mulher e todas as outras pessoas que não sei precisar nomes mas que fazem parte de um experiência que nunca irei esquecer, nunca mesmo.

Difícil de explicar, acreditar e escrever fácil de crer. Deus ouviu a minhas preces, ele caminha lado a lado comigo e hoje eu tenho a certeza disso. Se um dia cheguei a duvidar, esse dia não volta mais. Estou pronta e decidia a segui-lo de coração aberto, ele desenhou o meu caminho.